Sítio Arqueológico do Bisnau - Formosa GO



ATENÇÃO: no final da matéria tem quase 100 fotos espetaculares dessa beleza formosense.

De acordo com a pesquisa liderada pelo professor Alfredo Mendonça de Souza que está descrita no livro Projeto Bacia do Paranã II - PETRÓGLIFOS DA CHAPADA DOS VEADEIROS GOIÁS, de 12 de setembro de 1.979, o Sítio Arqueológico do Bisnau foi localizado originalmente por Simonsen nas propecções que desenvolveu em 1.974. Posteriormente um grupo de repórteres da revista Manchete esteve no local pintando com tinta plástica branca cerca de 50% dos sinais mais notáveis. Isto está documentado na reportagem inserida na edição número 1.221 de 13 de setembro de 1.975 (LEIA AQUI). Assim quando da primeira missão de pesquisas em 1.976 o sítio apresentava-se parcialmente pintado de branco com alguns sinais adulterados por linhas de tinta que não correspondiam a sulcos, o que prejudicou seriamente a documentação fotográfica. Nas duas missões subsequentes em 1.977 em 1.978, no entanto, constatou-se que a pintura havia sido praticamente removida pelo intemperismo.



Tanto o ribeirão Bisnau quanto o córrego Bisnauzinho nascem na Serra Geral ou Carreira Comprida. Após encontrarem-se, originam o rio Bisnau, afluente do Rio Paraim, o qual após receber as águas do rio Canabrava desemboca na margem direita do rio Paranã. A altitude da área oscila entre 700 e 900 e apresenta relevo plano do qual sobressaem os cumes das serras. São frequentes as exposições de calcários nos quais situam-se as grutas associadas à fase Paranã (Mendonça de Souza 1.977).

Os petróglifos encontram-se em um imenso lagedo de arenito no ponto de confluência do Ribeirão Bisnau com o córrego Bisnau. Apresenta-se francamente erodida por ação de águas fluviais e pluviais e por força da esfoliação térmica. Em sua parte mais baixa uma grande lâmina de rocha com espessura de 60 cm soltou-se e fracionou-se originando blocos paralelepipedais que atualmente encontram-se dispostos em semicírculo, formando como um anfiteatro voltado para as sinalizações. A área da Rocha exposta é superior aos 17.640 m² com 210 e 84 metros de dimensão máxima nos dois sentidos. A área ocupada é de 3.500 m².

Os petróglifos acham-se dispersos com pontos de maior concentração onde se supõe existirem superposições. Foram realizados estudos de decomposição gráfica tomando-se as sinalizações mais frequentes como parâmetros. Esta técnica apresentada a seguir não logrou resultados capazes de permitir uma diacronisação. Como a segurança de tal análise é muito limitada, estes conjuntos complexos foram considerados como uma única sinalização, admitindo-se que por serem pouco frequentes os erros assim introduzidos não são significativos. Segue abaixo as ilustrações:





Então, como podemos observar o Sítio Arqueológico do Bisnau por muito tempo sofreu os danos de visitantes que não respeitaram esses petróglifos e chegaram a estragar alguns dos sulcos e, consequentemente, nossa história.

Para a conservação fidedigna deste grandioso bem histórico de formosa o local passou a ser protegido pelo grupo de ecoturismo do bisnau (bisnau.tur.br). Contatos 61 999669118 (EcoBisnau) e hoje as visitações são guiadas de maneira a conservar o local.

Verdadeiramente este é sem dúvida o registro mais antigo que temos de habitantes na região de Formosa Goiás, mesmo que nesta mesma região temos também o sítio arqueológico do Lajedo e alguns hieróglifos na Toca da Onça da Capitinga.

Não foi localizado número de tombamento desse patrimônio no IPHAN.

Segue abaixo várias fotos. 

Por favor, ao utilizar o material, favor citar a fonte.

























































































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